Desigualdade de Genero e Economia Solidária

As mulheres são a maioria da força de trabalho dentro dos pequenos empreendimentos de Economia Solidaria, sendo esse tipo de empreendimento o de maior numero, a aproximação do movimento organizado de mulheres e as mulheres empreendedoras é ponto chave para que haja troca de experiências, discussões de políticas publicas e questões fundamentais para o segmento.
O movimento de mulheres rompeu a separação entre produção e reprodução rompendo assim a idéia de divisão sexual do trabalho superando a herança cultural do patriarcado e da exploração no trabalho diferenciado por gênero. O principio da autogestão na Economia Solidaria esta contribuindo muito como estratégia de construção da autonomia das mulheres executando novas políticas de equidade de gênero reconhecendo os espaços domésticos e familiares, muito utilizados pelos pequenos empreendimentos, como espaços de geração de trabalho e renda.
Mas é necessário um olhar especial para a situação das mulheres nos grupos econômicos solidários no que tange aos aspectos dos direitos, a licença maternidade, divisão de trabalho e participação nas decisões dos grupos, muitos ainda são os desafios na busca por garantir proximidade das pessoas, a solidariedade e autogestão pautada na justiça social de gênero.