As mulheres negras e indígenas carregam uma pesada herança histórica e cultural dos mais diversos abusos sendo tratadas ao longo de séculos como maquina de trabalho e sexo sem os direitos humanos básicos a qualquer ser humano. A violência dentro desses espaços de povos e comunidades tradicionais vem de uma cultura de solução de conflitos através da violência enraizada na ideia de que os homens são mais fortes e superiores.
A desconstrução dessa forma de tratamento pelo empoderamento dessas mulheres e de sua luta pela igualdade de gênero e muito difícil, o número de denúncias nesses casos específicos é muito baixo devido ao distanciamento de algumas comunidades tradicionais como quilombolas e indígenas das Delegacias de Mulheres e Centros de Atendimento, a situação de pobreza e vulnerabilidade social também impede ou adia as denúncias tenham muita vergonha ou vergonha emocionalmente e/ou financeiramente do agressor mantendo o ciclo de violência.
As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas se dirijam às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM). Há também os serviços que funcionam em hospitais universitários e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.
