A mulher perfeita antes cantada em versos e descrita em poemas com traços de pureza, docilidade e recato, outrora exigidos a seguir padrões de beleza, tendo como missão a maternidade talhada desde o nascimento a ser mãe, quando seus primeiros presentes são bonecas e suas primeiras brincadeiras são de casinha com direito a lavar, passar e cozinhar.
Mas em algum momento deixamos de seguir parâmetros e modelos e por conta dessa liberdade ganhamos outros rótulos, se não casar é solteirona, se namorar demais é “prostituta”, se defendemos os direitos das mulheres somos feministas e amarguradas, queremos o lugar dos homens, assim a sociedade mantém a hierarquização de gênero, mantendo-se a neutralidade e a superioridade masculina.
A hora chegou, hora de dar um basta em rótulos, moldagens, estereótipos, basta na servidão velada ou não que acompanha as mulheres ao longo da historia patriarcal. È necessário que as mulheres de mãos e coração unidos, abram novas portas, conquistem espaços, mulheres brancas, negras, jovens, idosas, solteiras, casadas, santas ou não, todas antes de tudo mulheres que enquanto não participarem dos espaços de poder esperarão que os teus rumos sejam traçados por outros.
